Plenária de encerramento do Fórum Nacional dos Pontos de Cultura aprovou criação de uma Comissão Nacional com 48 representantes.
Guilherme Varella - 100canais
No último dia da TEIA 2007, a plenária final do Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (FNPC) tentou sistematizar as propostas dos quase 400 Pontos participantes e fechar uma agenda política comum de atuação. A plenária durou cerca de cinco horas e contou com a participação de representantes de cerca de 300 Pontos – muitos já haviam deixado Belo Horizonte rumo a seus Estados de origem.
Como encaminhamento prático, foi definida a criação de uma comissão nacional dos Pontos de Cultura, que vai contar com 48 representantes: um de cada Estado (totalizando 27), mais um de cada eixo do Programa Cultura Viva (Escola Viva, Cultura Digital, Ação Griô), somados a um de cada segmento artístico que recebeu proposta de inclusão na plenária, como é o caso das Comunidades Indígenas e Comunidades Tradicionais/Herança Intangível. Os nomes dos representantes dos Estados e segmentos devem ser indicados à comissão provisória dos Pontos até o dia 31/11, prazo questionado por vários Pontos.
Não houve documento oficial aprovado – a não ser a carta de análise conjuntural, lida na abertura do FNPC e objeto de dissenso durante o encontro. Além disso, as propostas dos grupos, que se reuniram por região, foram lidas, mas não tiveram espaço para serem debatidas, deixando, para muitos, uma lacuna no resultado do encontro.
“A forma das deliberações foi imediatista. Não esgotamos as discussões antes de chegarmos à decisão por uma comissão”, relatou Ana Paula Jones (Ponto de Cultura Raízes da Tradição - PE), que propôs o segmento Comunidades Indígenas e Comunidades Tradicionais/Herança Intangível para ter assento na Comissão Nacional, com aval da plenária. Uma das questões em aberto, por exemplo, é a sustentabilidade dos Pontos.
Para os organizadores, os trabalhos na plenária foram realizados no limite das possibilidades e a própria decisão por uma comissão nacional já indica uma evolução política dos Pontos de Cultura. “O encaminhamento dessa comissão, com a composição escolhida, é essencial nesse momento político, para não ficarmos à mercê das circunstâncias”, afirmou Alexandre Santini (Ponto de Cultura Ta na Rua - RJ), um dos organizadores do FNPC.