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11/11/2007 - 15:47

Sergio Mamberti defende o projeto da Ancinav e a TV Brasil

Intervenção em debate cobra posição e esclarecimento do secretário sobre a grande mídia, e resulta em uma breve aula sobre a estrutura das comunicações no país.

Guilherme Jeronymo – 100canais

O debate realizado na tarde de sábado (10) entre os professores Paul Singer (USP) e o professor José Márcio Barros (PUC-MG), com mediação do secretário de Políticas de Diversidade Cultural, Sérgio Mamberti, terminou por discutir a temática das comunicações de massa, a partir de provocação do cantor e compositor mineiro Pablo Castro, de Belo Horizonte e que integrava a platéia. O debate, intitulado Diversidade Cultural e Economia Solidária na agenda da Educação, fez parte da última rodada de mesas do Seminário Saberes Vivos.

O tema foi tratado pelo secretário Mamberti, sob a ótica da importância central da Cultura, da Educação e da Comunicação para a constituição de um país mais justo e onde a produção “na ponta”, do povo, seja mais central. Ao começar sua intervenção, o secretário mencionou os contínuos esforços para desestabilização de governos com modelos progressistas, como o Brasil e a Venezuela, entre outros na América Latina – característica que considera resultado da ação da grande mídia, que age a favor das oligarquias e contra o avanço democrático no continente.

Em relação às políticas de monitoramento da mídia, fez menção, no tocante ao processo da Ancinav, de que o mesmo seria resultado de toda uma discussão entre sociedade e poder público, mas que foi abortado quando o Ministério das Comunicações (MiniCom), já sob gestão do senador mineiro Hélio Costa, deliberadamente vazou uma versão prévia à imprensa comercial, que o bombardeou incessantemente, lhe impingindo um caráter autoritário que não existia. Disse ainda que entende, embora considere por demais rígida, a ação do governo Chávez ao não renovar a concessão da RCTV.

Discutiu ainda, bastante animado, as possibilidades que se desenham com a construção da TV Pública e a digitalização desta mídia. Mamberti chamou atenção para o fato de que ambos os debates foram deslocados, de forma deliberada pela Casa Civil da ministra Dilma Roussef, do âmbito exclusivo do MiniCom, o que causou certos atritos, mas foi positivo, em especial no processo que determina hoje o surgimento da TV Brasil. Neste sentido, comentou ainda que Hélio Costa é hoje apenas o “ministro das Telecomunicações”.

Mamberti colocou como centrais ainda a questão da qualidade da nova TV pública e a necessidade cada vez mais urgente de uma Lei Geral das Comunicações de Massa, para permitir uma apropriação pelas massas da multiplicação dos canais que virá com a digitalização, assim como da TV Pública, processos que considerou como em construção.

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Singer, Barros e Mamberti discutem Economia e Cultura
http://www.teia2007.com.br/noticias/6668258

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